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12 12UTC março 12UTC 2011

 

Hoje foi um dia cheio de tantos sentimentos complicados, que poderia ter resultado num conto, num poema, em algo magnífico, mas resultou em algo mais concentrado, mais forte, porém menos raro. Uma lágrima no meio do turbilhão do dia. No Brasil a minha solidão feita de pedra e cetim, verdade e ilusão, coisas que não digo, gente minhaamores que só existem na fração de segundo entre o que se sente e o que (não) se diz… e no Japão a tragédia, a falta de informação: meu amigo e mestre Yoshio Sugino, que não manda notícias de si nem de sua família, enquanto o noticiário induz ao pior dos mundos… e eu, que não sou religioso, peço aos homens de fé que peçam a Deus pelos meus amigos.
O inevitável é a única coisa que pode fazer um homem adulto chorar de verdade e sem consolo.
Ohaio ozaimass, o-sensei.

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